Arquivo | maio, 2010

PRIMEIROS ERROS…

27 maio

PRIMEIROS ERROS…


Meu caminho é cada manhã,
Não procure saber onde estou.
Meu destino não é de ninguém,
E eu não deixo meus passos no chão.

Se você não entende não vê…
Se não me vê não me entende,
Não procure saber onde estou
Se meu jeito te surpreende.

Se meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove e chove…

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro,
E fizesse parar chover
Nos primeiros erros…

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove…
Chove e chove…

Kiko Zambianchi

Quem foi que falou que DEUS só ministra com louvores e hinos?

Sou muito ministrado ao ouvir esta canção…
Talvez não seja DEUS ministrando…
Mas minhas lembranças remetendo-me  a um lugar onde me deixo conduzir pelas emoções…
AndersonMineiro70

ONDE ESTÃO OS GARÇONS?

23 maio

Precisa-se de Garçons

Posted by Alex Lira Marcadores: 

Existem profissionais cuja presença quase nos passa desapercebida, contudo, a sua ausência nos incomoda profundamente, e o garçom é um belo exemplo. Quando entramos em um restaurante relativamente cheio, quase sempre temos a sensação que o número de funcionários é insuficiente.


Quem são eles? Tanto faz. Um “Zé”, João, Alfredo, Genésio, o fato é que o garçom precisa ser eficiente, nos atender com presteza, ser simpático, e nos tratar como “Vips”. Mas ninguém, por melhor que seja o atendimento, vai a um restaurante por causa do garçom, e sim pela comida que é servida. Quando muito, o atendimento pode ser “quesito de desempate” quando a comida de dois estabelecimentos se equiparam.


Jesus certa vez disse: “ O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.28). Se o Filho de Deus, quando vivenciou essa experiência de ser humano, escolheu a servidão como marca do seu relacionamento com os homens, fazendo-se como um garçom disposto a saciar a fome existencial da humanidade, tendo como prato principal “fazer a vontade daquele que o enviou” (Jo 4.34). Se Jesus agiu assim, o que esperar de nós, que nos dizemos seus discípulos e seguidores? Lembro-me do que as Escrituras relatam, que pouco antes de ser preso, Jesus se reuniu para celebrar com os discípulos no episódio conhecido como “a última ceia”, ele entrou na sala trazendo consigo uma bacia com água, e pôs-se a lavar os pés dos seus discípulos e a dizer-lhes: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. (Jo 13.15-17).


Vejo na figura do garçom o tipo quase perfeito sobre como devemos seguir a Jesus: servindo ao próximo! Deus não espera perfeição moral de nós (isso alcançaremos somente na eternidade), nem que tenhamos todas as respostas, ou ainda que ostentemos em nossos currículos somente vitórias, mas que sirvamos a mesa. É verdadeira a afirmação que as pessoas estão fartas de religiões, e paradoxalmente, famintas de Deus. Posso imaginar a multidão sentada, impaciente, pedindo a mesma coisa: “queremos conhecer a Deus”. E como em um restaurante com sistema de rodízio, cada garçom fica responsável por servir um tipo de iguaria, e mesmo não sendo capazes de apresentar de forma completa e perfeita, podemos compartilhar o que d’Ele temos recebido, pois o que faltar em nós, outros trarão em suas “bandejas.” Por acaso não foi assim na multiplicação dos pães? Os discípulos-garcons não tinham toda a provisão (na verdade eles não tinham nenhuma!), mas com os pães e os peixinhos trazidos por uma criança, com a bênção de Jesus, puderam saciar uma multidão.


Dito isto, posso entender o significado das palavras de Jesus: “a seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros” (Mt 9.37), que parafraseando, ficaria mais ou menos assim: “o restaurante está cheio e poucos são os garçons”. Isso ocorre porque a mentalidade cristã em nossos dias resolveu que sentar-se a mesa para ser servida, é melhor do que servir. Tudo hoje gira em torno do conceito de custo-benefício, onde o serviço amoroso e abnegado deu lugar a um monte de gente que lota os bancos dos templos a cantar os seus “direitos espirituais” e a dizer sempre para Deus: “o que eu ganharei com isto?”


Mas é exatamente na resposta a essa pergunta que reside a crucial diferença entre os garçons e os discípulos. Todo garçom, por mais dedicado e simpático que seja, por mais que goste da sua profissão, tem em mente o seu pagamento no fim do mês (o que é absolutamente justo!), mas já os discípulos-garçons, não. Muitos tem uma vida de privações, de desconforto, de aperto e, por melhor que seja o seus serviços ao Reino de Deus, essa realidade não muda. Sei que soa até estranho em nossos dias falar de alguém que seja “abençoado” sem que isso tenha alguma coisa haver com a condição financeira da pessoa. Olhemos para os profetas, qual deles foi próspero segundo esse conceito pós-moderno? Ao contrário, morreram, pagaram com a própria vida o fato de confiarem e servirem a Deus. Por que quem vive para o serviço cristão sabe, que a nossa verdadeira e definitiva recompensa virá quando a eternidade adentrar na história, quando diante d’Ele estivermos, e então contemplarmos, suas mãos se estendendo em nossa direção, não com um maço de dinheiro ou riquezas, mas para nos abraçar e com um sorriso nos lábios proclamar perante toda a Criação:


– “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34)

Alex Lira

extraído do blog cristianismo puro e simples

ELIAS O PROFETA

23 maio

ESTÁGIO NO CENTRO TREINAMENTO EM SAREPTA

PARTE 3 – SEGUNDO ESTÁGIO DO CENTRO TREINAMENTO EM SAREPTA – ARRESSUREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA (1 Reis 17.17-24)


Introdução

Este é o primeiro caso de ressurreição registrado nas Escrituras. As evidências parecem apenas desmaio ou entrou em transe temporário. A criança parou de respirar. E seu espírito deixou o corpo.

De acordo com Tiago 2.26, quando o espírito deixa o corpo, a pessoa está morta. A grande aflição tanto da mãe quanto do profeta dá a entender que o menino morreu referindo-se ao ocorrido.

A Bíblia não relata que tipo de doença levou o filho da viúva a óbito. Quando isso aconteceu sua mãe olhou em volta para encontrar alguém em quem colocar a culpa. Uma reação natural. É da natureza humana querer culpar alguém pelas coisas ruins que acontecem na vida. Isso é muito freqüente quando uma morte repentina leva de nós um ente querido. Às vezes chegamos a culpar aquele que fez o máximo para ajudar.

Diante desse episódio vamos observar as atitudes, tanto da viúva como do profeta para podermos extrair ensinamentos importantes pra nossas vidas.

1. Atitudes da Viúva na morte do filho

A mulher culpa Elias pela pior coisa que poderia ter acontecido em sua vida: a morte de seu filho querido.

A reação da mãe foi sentir-se culpada por causa de seus pecados no passado.

Ela acreditava que a morte do filho era a maneira de Deus castigá-la por suas transgressões.

Ela entrou em desespero. Em meio ao desespero não conseguimos enxergar todos feitos do Senhor, dispensado a nós, e muito menos acreditar em um milagre de Deus.

2. Atitudes do Profeta

Primeira atitude do profeta em meio a situação é o silêncio. De algum modo ele sabe que nada do que dissesse naquele momento satisfaria aquela mãe enlutada. Ele não discute com ela. Não a repreende. Ele não tenta argumentar com ela. Não faz que ela pense em tudo o que deve a ele. Ele simplesmente diz: “dê-me o menino”.

Ele simplesmente pede que ela coloque seu fardo nos braços dele. Elias não questiona Deus. Ele não cai no buraco. Não perde o controle. Não argumenta com a mulher. Simplesmente diz, com calma: “dê-me o menino”. Chamou a responsabilidade para si.

A resposta de Elias a viúva foi levar o menino para seu quarto no andar de cima da casa, talvez no terraço, e clamar ao Senhor pela vida da criança.

O resultado desse milagre foi à confissão pública da mulher de sua fé no Deus de Israel.

3. Primeira atitude do Profeta sem Deus mandar

Até aqui Deus sempre mandou Elias fazer a seu mando.

· Deus chamou Elias para obra;

· Deus mandou Elias ir até o Rei Acabe profetizar;

· Deus mandou Elias ir para Querite;

· Deus mandou Elias ir para Sarepta;

Agora, Elias com confiança no Senhor apenas chama a responsabilidade pra cima de si. Ele sabia no Deus que cria. Está indo bem no Centro de treinamento. Lá no monte Carmelo Elias também chama para si a responsabilidade chamando o povo para chegar perto dele para restaurar o altar que estava em ruínas.

Meu amado se Deus é contigo e em meio a uma circunstância a ação é sua. Faça! E o Senhor vai cooperar com a palavra profética que sair de sua boca (Mc 16.20).

4. Ressuscitando Sonhos

Até a época de Elias não existia caso de ressurreição! Elias não poderia voltar as páginas como se fosse um advogado procurando por uma jurisprudência para dizer: “Existe um precedente nas Escrituras! Houve um caso igual ao meu. Deus fez isso naquela ocasião. Ele ainda pode fazer o mesmo”.

Elias não tinha uma instrução de como fazer ou como orar para ressurreição do menino.

Depois de Elias ter se estendido sobre a criança pela terceira vez que o Senhor a ressuscitou, uma lembrança de que nosso Salvador ressuscitou no terceiro dia.

O profeta simplesmente desceu as escadas com o garoto a seu lado e disse: “Vê, teu filho vive!”. Quando a mulher viu que seu filho estava vivo, ela não viu Elias, mas o SENHOR.

Elias queria que a mulher visse que Deus ressuscitou os Sonhos:

· De Elias como profeta de que Deus é como ele para fazer muito mais;

· Da viúva para com seu filho. Já havia perdido o marido e agora perder o filho.

· De seu filho que pode reconstruir toda uma história de vida.

Ressuscite seus Sonhos!

Declara a Escritura que o espírito da criança retornou, porque o Senhor ouviu a voz do profeta. A aflição da viúva foi transformada em alegria por causa das palavras de Elias, “Vês aí, teu filho vive” (v. 23).

Concluímos

Elias não ficou no ministério público um longo tempo. Mas o tempo que ficou provou o poder de Deus no próprio território de Baal, de modo que estava pronto a desafiar Baal no reino de Israel.

Durante esses três anos em que viveu como um homem perseguido e exilado, Elias havia aprendido muito sobre o Senhor, sobre si mesmo e sobre as necessidades das pessoas.

· Sobre Deus: Elias teve intimidade, viu a provisão e teve confiança em seu poder;

· Sobre si mesmo: acreditou em seu chamado;

· Sobre as necessidades das pessoas: somente entendendo a necessidade dos outros entendemos o reino de Deus.

O profeta Isaias teve uma experiência semelhante: viu Deus, viu seu interior e viu o pecado do povo (Is 6.1-13).

Elias no tempo de “seus treinamentos” havia aprendido a viver um dia de cada vez, confiando que Deus lhe daria o pão de cada dia.

O povo passou três anos perguntando: “Onde está o profeta Elias? Será que ele é capaz de fazer alguma coisa para aliviar os fardos que estamos carregando por causa da seca?”

O Senhor, porém, se preocupa mais como o obreiro do que com a obra e estava preparando Elias para o maior desafio de fé em todo seu ministério.

Pr. Alberto Maciel Carneiro

IBN – Semear

A ESPOSA DE PASTOR (Por Ormes Rodrigues de Paula)

18 maio

A IMPORTANCIA DA ESPOSA DO PASTOR

A esposa de pastor é aquela que fica nos bastidores. Ela é
quem organiza tudo a fim de que seu esposo seja uma bênção de Deus para a Sua
Igreja. Ela gasta todo o seu tempo certificando-se de que ele tem toda a ajuda
e apoio em oração para desempenhar o seu papel.

Na igreja normalmente é ela quem dirige o Círculo de
Oração ou a União Feminina Missionária, sem falar que orienta os jovens,
adultos e é a principal atuante entre as crianças.

Os sacrifícios da esposa do pastor vão além de quaisquer
sacrifícios físicos ou financeiros. Ela sacrifica suas emoções e seus
sentimentos para que o marido esteja preocupado somente com os problemas do
povo. Não é nada fácil para ela, pois tem que enfrentar a solidão. Ela tem que
lidar com seus próprios problemas sozinha e possuir força suficiente para
superá-los com a ajuda do Espírito Santo. Essa é a razão pela qual ela tem um
relacionamento com Deus que não se compara a nenhum outro – Ele é o seu melhor
Amigo.

Seu marido não chega em casa depois das seis da tarde, mas
depois das dez da noite. Não fica em casa nos finais de semana, mas tira
algumas horas da semana para descansar. Não há planos para tirar férias, para
feriados ou para momentos de lazer com a família. Na verdade, a esposa de
pastor não pode sequer planejar algo, pois sua vida é como o vento: hoje está
aqui, amanhã pode estar em outro lugar.

Em alguns casos, ela fica anos sem ver os pais, e ainda
tem que suportar a dor do desapontamento deles em relação a ela por causa da
sua “falta de consideração”. Se ficar doente, tem que lutar para ficar boa logo
porque, na batalha em que seu esposo está ele não poderá parar para cuidar
dela; além disso, ele precisa de sua ajuda 24 horas por dia. E ainda há aquelas
esposas de pastor que renunciam o prazer da maternidade, pois, dessa maneira,
terão mais disponibilidade para o marido e para a Obra de Deus. Tais mulheres
jamais carregarão seus próprios bebês nos braços ou verão o fruto de seu
ventre.

A esposa de pastor não tem como reformar ou decorar sua
casa, pois não tem moradia fixa. Tudo o que ela carrega são suas roupas e seu
álbum de casamento. Ela pode estar morando num país lindo e, no dia seguinte,
ser transferida para um país pobre; pode estar entre muitos amigos e, no dia
seguinte, ser transferida para um lugar desconhecido onde o idioma lhe é
completamente estranho e não há ninguém para levá-la para conhecer o lugar.
Contudo, ela sempre encontrará pessoas que a menosprezam, achando que é
insignificante na igreja.

“Infelizmente, muitos pastores não possuem esta grande costela
ao seu lado, e suas esposas preocupam-se mais com sua vaidade pessoal, com a
educação secular de seus filhos, com seu serviço particular fora da igreja e
como andam as finanças. Quanto a isso é preferível não comentarmos, pois,
sabemos que deve ser frustrante para um grande servo do Senhor.”

 

ELIAS O PROFETA PARTE 2

17 maio

CENTRO DE TREINAMENTO “SEREPTA”

PARTE 2 – DEUS PREPARA MAIS UM LUGAR – CENTRO DE TREINAMENTO “SEREPTA”

1 Reis 17.8-16 – “Então o Senhor disse a Elias: – apronte-se e vá até a cidade de Serepta, perto de Sidom, e fique lá. Eu mandei que uma viúva que mora ali dê comida para você. Então Elias foi para Serepta. Quando estava chegando ao portão da cidade, ele encontrou a viúva, que estava catando lenha. Elias disse a ela: – por favor, me dê um pouco de água para eu beber. Quando ela ia indo buscar a água, ele a chamou e disse: – e traga pão também, por favor. Porém ela respondeu: – juro pelo seu Deus vivo, o Senhor, que não tenho mais pão. Só tenho um punhado de farinha de trigo numa tigela e um pouco de azeite num jarro. Estou aqui catando uns dói pedaços de pau para cozinhar alguma coisa pra mim e para o meu filho. Vamos comer e depois morreremos de fome. – Não se preocupe! – disse Elias – vá preparar a sua comida. Mas primeiro faça um pãozinho com a farinha que você tem e traga-o para mim. Depois prepare o resto pra você e para o seu filho. Pois o Senhor, o Deus de Israel, diz isto: “não acabará a farinha da sua tigela,nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o Senhor, fizer cair chuva”. Então a viúva foi e fez como Elias tinha dito e todos eles tiveram comida para muitos dias.. como o Senhor havia prometido por meio de Elias, não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro.

Introdução

O significado de Sarepta no hebraico é “lugar de fundição”: uma cidade fenícia entre Tiro e Sidom.

Elias passou cerca de um ano em Querite, até que Deus lhe disse para deixar aquele local. A instrução de Deus pode ter espantado o profeta, mas o Senhor ordenou que ele viajasse na direção norte, mais de cinqüenta quilômetros até a cidade fenícia de Serepta.

Deus estava enviando Elias para um território gentio e, uma vez que Sarepta não ficava muito longe de Sidom, a cidade natal de Jezabel, o profeta estaria vivendo em território inimigo! Além disso, foi instruído a morar com uma viúva que Deus havia escolhido para cuidar dele, e as viúvas estavam entre as pessoas mais necessitadas da terra.

Uma vez que grande parte do suprimento de comida da Fenícia vinha de Israel, não haveria alimento em abundância em Serepta. Porém, quando Deus nos envia, devemos obedecer e deixar o resto ao encargo dele, pois não vivemos de acordo com explicações humanas. Mas sim pelas promessas divinas.

Depois de algum tempo, a Palavra do Senhor veio novamente ao profeta dizendo: “Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” (v.9)

Sarepta era uma pequena cidade, inexpressiva, situada numa região idólatra. Criam na direção dos astros sobre a vida dos seres humanos; não criam no mesmo Deus que Elias cria.

Agora, a Palavra do Senhor orienta o profeta a buscar alimento nesta cidade. Elias poderia discutir com Deus dado às impossibilidades de conseguir ajuda numa região como esta.

Pior: buscar ajuda na casa de uma viúva pobre? Se ao menos fosse na casa de uma família rica, mas na casa de viúva pobre?!? Loucura!!!

“O justo viverá pela fé” (Gál. 3: 11). Fé na Palavra do Senhor, mesmo que pareça estranha, absurda, loucura ao coração do homem.

Parecia loucura construir um grande barco, quando nunca havia chovido sobre a terra; parecia loucura viajar, pelo deserto, com a multidão do povo de Israel, sem fazer nenhuma provisão para isto!

1. Tratamento de Deus

Deus ordenou a Elias: “Vá se esconder!”, e, três anos depois, essa ordem mudou para: “Apresente-se!” Ao deixar seu ministério público, Elias criou outra “seca” na terra – uma ausência da Palavra do Senhor. A Palavra de Deus era, para o povo de Israel, como a chuva do céu (Dt 32.2; Is 55.10).

O silêncio do servo de Deus foi um julgamento divino (Sl 74.9), pois não ouvir a Palavra viva de Deus é o mesmo que perder a própria vida (Sl 28.1).

Veja os tratamento de Deus para o profeta:

· Viver em um local solitário – Querite.

· Ser alimentado por um pássaro imundo – o corvo era considera “imundo” e “abominável”.

· Um riacho que secou.

· Uma cidade vivendo uma miséria.

· Uma viúva pobre.

· Não tinha comida – tinha algo pior pra acontecer!

Não sei o que Deus tem reservado a você ou a mim no futuro, mas o fogo da fornalha certamente inclui experiências de humilhação para nós. Elas são uma parte necessária do plano de Deus. Para Elias, foi desejo do Senhor ter uma viúva pobre para ajudá-lo em suas necessidades.

2. As provas

Logo na chegada de Elias, encontramos dois testes:

1. Primeiramente, o teste da primeira impressão.

Nunca subestime a primeira impressão, pois ela em geral é um teste. Elias estava morrendo de sede. O riacho estava seco havia bastante tempo. Depois de sair de lá, viajou mais de uma centena de quilômetros por uma terra logo à porta da cidade de Serepta ele vê uma mulher apanhando lenha.

Elias foi a Sarepta esperando pelo menos um pouco mais de provisões do que as que tinha em Querite. No entanto, a primeira impressão dava outra idéia. Aparentemente ele teria menos. Talvez ele não viesse a morrer de sede, mas parecia que ia ter uma fome de matar.

Você já foi derrotado pela primeira impressão? Já fez planos de ir para uma nova escola ou igreja? Ou mudar de emprego? Ou ainda assumir novos desafios? Então, de repente, tudo é diferente da que você havia planejado. Mas as coisas não são apenas diferente… são piores.

Elias chegou a Serepta e não viu nada além de uma viúva procurando gravetos pra fazer uma fogueira, preparar sua última refeição e morrer de fome. Que decepção depois de uma longa e argua jornada.

2. Segundo, o teste da das impossibilidades físicas.

Elias havia passado por uma situação que, aos olhos humanos, era impossível. Mas a boa notícia é que ele olhou além das circunstâncias. Tratou do problema com fé, não com medo.

Elias disse: “não temas”, “não se preocupe” vá preparar…

Elias estava determinado a não permitir que aquela melancolia da primeira impressão o derrotasse. A viúva mantinha os olhos na impossibilidade: um punhado de farinha, um pouco de azeite, um pouco de lenha. Elias arregaçou as mangas e se concentrou somente nas possibilidades

Em resposta àquilo que Elias dissera, ela foi e fez. Isso é obediência em sua forma mais simples.

Obediência do homem e fidelidade de Deus – esta é uma combinação que faz milagres!

Se o profeta estivesse obstinado em fazer a sua vontade, ele passaria pela porta da cidade e não veria a mulher viúva apanhando lenha, pois seu propósito poderia ser procurar um hotel, restaurante, pensão, ou lanchonete na cidade.

3. Princípios nos quais vale a pena meditar

Encontramos quatro lições importante para nossas vidas:

1. A orientação de Deus é sempre surpreendente não tente analisá-la.

· Se Deus o manda para Serepta, não tente entender por quê. Apenas vá.

· Se Deus coloca você numa situação difícil e você tem paz no coração de que deve permanecer ali, não tenta analisar ou fugir. Fique firme.

2. Os primeiros dias geralmente são os mais difíceis. Não desista.

· Pode nos desanimar. Não desanime.

· O inimigo de nossas almas adora nos tirar do caminho nos desencorajar e nos tentar a desistir.

3. As promessas de Deus dependem de obediência; não deixe de fazer sua parte.

· “Elias levante e vá”. Disse Deus – Elias levantou e foi;

· “Mulher, entre e prepare a comida”. Disse Elias – E ela foi e preparou.

· Uma promessa cumprida é o resultado de nossa obediência.

4. As provisões de Deus são justas; não deixe de agradecer-lhe.

· Talvez você não tem o emprego que gostaria, mas você tem o emprego.

· Talvez não esteja na posição que sonhou, mas as provisões de Deus são suficientes… justas.

Conclusão

“Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.”(v. 15) Aquele último pedaço de pão que, na palavra da mulher, não daria nem para ela e o filho naquele dia comerem; ao ser consagrado ao Senhor, em obediência à Sua palavra, deu para ela, o filho e o profeta, “por muitos dias.”

Quando confiamos no Senhor, as bênçãos ocorrem, sempre em medida muito maior. “A farinha não se acabou na panela, nem o azeite na botija faltou, até o dia que o Senhor fez chover novamente sobre a terra.” (vs.16, 14)

Imaginemos o que teria acontecido com aquela mulher se houvesse negado pão ao profeta: sua história não faria parte do cenário bíblico e, não teria sobrevivido ao período de seca.

Deus colocou o profeta Elias no caminho da viúva de Sarepta para ser ele uma bênção à vida desta pobre mulher e seu único filho. Coitada dela se não tivesse confiado na Palavra do Senhor por intermédio de Elias!

Pr. Alberto Maciel Carneiro

IBN – Semear

PORQUE? (Ricardo Gondin)

14 maio

Ricardo Gondim

Por que a noite se arrasta tão longa?

Por que a madrugada se cala silenciosa e fria

?Por que a saúde não contamina feito a doença?Por que a poesia nasce do sofrimento com mais facilidade?

Por que o coração percebe o que a mente não sabe?Por que o sonho se dissolve, assim, rapidamente?

Por que a saudade dói sem solução?

Por que o espelho mente para o olhar da solidão?

Por que a morte não respeita a paixão?

Soli Deo Gloria

CAMINHADA (por José Barbosa Junior)

14 maio

Caminhada… PDF Imprimir E-mail
Por José Barbosa Júnior   

Foi assim…
Quando menos se esperava, a prova.
E tudo ficou meio cinza, nublado…
A vida vem em ondas como o mar,
já dizia Vinícius…
De repente, o inesperado…
Sai da tua terra… da tua parentela…
Lugares desconhecidos, mistérios…
Só a certeza de caminhar
sem saber pra onde, nem como…
Só uma certeza: com quem se vai!

É assim…
Quando a gente menos espera, o chamado.
E a vontade dEle clareia… é manhã…
O choro durou a noite toda… tristeza…
Mas olhando lá na frente… certeza
Qual certeza? Nenhuma… só a incerteza,
ela por si só… a dar medo!
Como ir assim, nessa incerteza
E na fé do incerto… mas na fé??!!
Crendo contra a esperança…
Certeza, só da incerteza do caminho
mas da companhia certa
E isso faz toda a diferença…

Será assim…
Quando menos se esperar, o caminho.
E se abrirá, estreito, paciente
Esperando nossos passos… caminhada
E a certeza, qual será? Nenhuma ainda…
Só aguardará a fé que é da jornada
De se andar rumo ao tudo, mas sem nada
Nada que nos faça dar a volta
Retornar ao ponto de partida… não!
O caminho é para a frente… sem ter vista
Sem pesar o peso certo do cansaço
É certeza de encontrar no Seu abraço
O consolo que é preciso no caminho
A certeza da Sua mão sempre estendida
Como certo é Seu amor não escondido
Como é vero o Seu perdão não merecido
Como é viva a Sua vida em nossa vida.

Agora é caminhar…