Arquivo | janeiro, 2011

Eu Amo Mais Você

16 jan
Eu Amo Mais Você

Depois Dessa Ventania O Temporal

Fez Da Nossa Vida Um Mundo Desigual

Qual É A Tua? O Teu Segredo?

Diz Como Eu Vou Decifrar?

Minha Verdade É Absurda No Plural

Mas Pra Mim Honestamente Isso É Normal

Na Minha Onda, Teu Oceano

Me Ensina Como Navegar

Eu Amo Mais Você Do Que Eu

A Tardinha As Coisas Mudam Sem Parar

E A Gente Fala Muito Por Falar

Mas De repente, A Gente Sente

Que Tudo Sobrou Num Olhar

Penso Infinitamente Sem Parar
A Verdade E Transparente No Mirar

Da Tua Retina, Minha Menina

Me Diz Como Não Te Amar?

Eu Amo Mais Você Do Que Eu

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Evangelho Puro e Simples

16 jan

Evangelho Puro e Simples

Alex Lira

Estou nu diante do Eterno.
Vencido pela convicção do meu não-ser,
Acolhido fui, pelo teu amor,
No qual descanso, como filho em casa.
Grato, prostro-me em adoração
Entendo, enfim, o que é ser amado.
Levanto-me ressurreto para a vida,
Hoje, a Salvação entrou na minha casa-coração.
Olho para as mesmices, como criança a descobrir o mundo.

Posso abaixar espada e escudo.
Um sentimento de Paz indelével.
Refaz-me e unge-me para a vida.
Ouço-a me chamando.

Espírito manso, mas resoluto.

Senhor dá-me que me pareça contigo,
Imagem e semelhança do teu Filho,
Mesmo em fraqueza confessa,
Possa provar do teu poder.
Livre dos auto-enganos e disfarces
Estou nu diante do Eterno.
Senhor, Tua Graça é melhor que a vida!

UM HOMEM CANSADO

16 jan

UM HOMEM CANSADO

 

Estou cansado… Muito cansado.
Cansado de fingir que sou o que não sou,
Cansado de ser o que sou mesmo sem querer.
É disto que estou cansado! Sou e não estou!
Estou mesmo cansado… Só cansado.
Cansado de viver sem querer,
Viver por viver? Melhor morrer!
Não! Ainda é melhor viver!
Viver diferente… A Vida, a Palavra, o Logos…
Estou e não sou, em Cristo serei diferente.
Mas queria hoje falar que estou cansado,

Só isto… Sou homem… Sou gente…

Anderson Luiz der Souza

 

Dor e Angustia

16 jan

DOR E ANGUSTIA

 


Depressão que me atormenta,
O ósculo do diabo sente-se na carne!
Roendo-me até os ossos… Quanta dor!
E eu pergunto-me, onde estás?
Ainda mais uma vez, mas não o vejo,
Não o sinto, mas insisto em crer em Ti!
Grito e clamo, mas ninguém me ouve.
Uma oração, um clamor, e nada!
Sinto-me sozinho na tribulação…
Talvez devesse apostatar…
Indo ao encontro do que não creio,
Ao menos talvez ele me ouça, talvez ele exista…
Anderson Luiz de Souza

Uma Parábola Verdadeira

16 jan

Havia um mestre muito sábio e um discípulo muito tolo. O mestre sempre tentava ensinar ao seu discípulo o seu melhor, mas o discípulo sempre e sempre ignorava os ensinamentos, persistindo em sua tolice.

Então eles se separaram, mas antes o mestre passou ao amado discípulo mais um ensinamento, em forma de parábola, e esta parábola falava de maçãs e de um agricultor de maçãs… Linda parábola, assim como todas as outras que ele contara e ensinara…

Foi então que o tolo discípulo enfim entendeu… O mestre lhe contou uma parábola sobre si mesmo… O discípulo finalmente entendeu, mesmo o mestre lhe explicando de outra maneira, mas o discípulo entendeu da forma certa, o que se comprovou com o passar dos tempos… O discípulo estava certo, o mestre tentou dar outro sentido à parábola, mas pela suas atitudes ele não conseguiu…

O discípulo estava certo. Será que não estaria o discípulo certo em outras vezes também?…

 

“DEUS ESTÁ MORTO”

16 jan

“DEUS ESTÁ MORTO”
“Deus está morto” é uma frase muito citada do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Aparece pela primeira vez em A gaia ciência, na seção 108 (Novas lutas), na seção 125 (O louco) e uma terceira vez na seção 343 (Sentido da nossa alegria). Uma outra instância da frase, e a principal responsável pela sua popularidade, aparece na principal obra de Nietzsche, Assim falava Zaratustra.

Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós!

“Deus está morto” é talvez uma das frases mais mal interpretadas de toda a filosofia. Entendê-la literalmente, como se Deus pudesse estar fisicamente morto, ou como se fosse uma referência à morte de Jesus Cristo na cruz, ou ainda como uma simples declaração de ateísmo são ideias oriundas de uma análise descontextualizada da frase, que se acha profundamente enraizada na obra nietzscheana. O dito anuncia o fim dos fundamentos transcendentais da existência, de Deus como justificativa e fonte de valoração para o mundo, tanto na civilização quanto na vida das pessoas — segundo o filósofo, mesmo que estas não o queiram admitir. Nietzsche não se coloca como o assassino de Deus, como o tom provocador pode dar a entender: o filósofo enfatiza um acontecimento cultural, e diz “fomos nós que o matamos”.

A frase não é nem uma exaltação nem uma lamentação, mas uma constatação a partir da qual Nietzsche traçará o seu projeto filosófico de superar Deus e as dicotomias assentes em preconceitos metafísicos que julgam o nosso mundo — na opinião do filósofo, o único existente — a partir de um outro mundo superior e além deste. A morte de Deus metaforiza o fato de os homens não mais serem capazes de crer numa ordenação cósmica transcendente, o que os levaria a uma rejeição dos valores absolutos e, por fim, à descrença em quaisquer valores. Isso conduziria ao niilismo, que Nietzsche considerava um sintoma de decadência associada ao fato de ainda mantermos uma “sombra”, um trono vazio, um lugar reservado ao princípio transcendente agora destruído, que não podemos voltar a ocupar. Para isso ele procurou, com o seu projecto da “transmutação dos valores”, reformular os fundamentos dos valores humanos em bases, segundo ele, mais profundas do que as crenças do cristianismo.

Segundo ele, quando o cheiro do cadáver se tornasse inegável, o relativismo, a negação de qualquer valoração, tomaria conta da cultura. Seria tarefa dos verdadeiros filósofos estabelecer novos valores em bases naturais e iminentes, evitando que isso aconteça. Assim, a morte de Deus abriria caminho para novas possibilidades humanas. Os homens, não mais procurando vislumbrar uma realidade sobrenatural, poderiam começar a reconhecer o valor deste mundo. Assumir a morte de Deus seria livrar-se dos pesados ídolos do passado e assumir sua liberdade, tornando-nos eles mesmos deuses. Esse mar aberto de possibilidades seria uma tal responsabilidade que, acreditava Nietzsche, muitos não estariam dispostos a enfrentá-lo. A maioria continuaria a necessitar de regras e de autoridades dizendo o que fazer, como julgar e como ler-o-mundo.

http://conversateologica.com/

Nunca mais…

13 jan

Nunca mais…

Nunca mais digo que não vou errar outra vez…
Nunca mais digo: – eu não vou repetir!
Nunca mais digo que não vou magoá-la…
Nunca mais digo que não vou fazer rolar lagrimas de meus filhos,
Nunca mais, só isto… Nunca mais.
Nunca mais digo que uma amizade é eterna,
Nunca mais digo que a inimizade é pra sempre…
Nunca mais digo que não vou pedir perdão,
Nunca mais digo que não vou perdoar.
Nunca mais digo que descreio do bem,
Nunca mais digo que o mal não existe!
Nunca mais digo que descreio da existência de Deus,
Nunca mais digo que o diabo não é real.
Nunca mais digo: – eu prometo!
Nunca mais prometo o que não vou cumprir.
Nunca mais, só isto… Nunca mais…
Nunca mais digo que a teologia supera a ciência,
Nunca mais digo que a ciência explica o que hoje sou…
Nunca mais digo que sou e sim digo que estou!
Nunca mais digo: – vou vencer só pelas minhas forças!
Nunca mais, só isto… Nunca mais…
Nunca mais digo que nunca mais…
Uma atitude é muito mais do que dizer que nunca mais…
Anderson Luiz de Souza