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ESTAMOS DESESPERADOS POR DEUS?

17 set

ESTAMOS DESESPERADOS POR DEUS?


ESTAMOS DESESPERADOS POR DEUS?

Introdução:

O poeta da vida Davi descreveu essa cena da corça farejando água, sob a areia do deserto, do seguinte modo: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, … “ (Salmos 42:1-2).

Uma corça sedenta e exausta caminha pelo deserto. Logo, o animal avista a imagem de um lençol d’água sobre a areia. Começa a correr desesperada ao encontro da única substância que pode matar sua sede.

A corça é um animal de pequena estatura, arisco e de costume migratório. E uma característica interessante: a corça não suporta o confinamento. É um animal dotado de olfato privilegiado que lhe possibilita sentir cheiro de água a quilômetros de distância. É capaz ainda de perceber, metros abaixo da superfície, a existência de um lençol de água.

Em regiões desérticas da África e do Oriente Médio, empresas construíram quilômetros de aquedutos sob a superfície terrestre. E as corças sedentas, ao pressentirem a água jorrando pelo interior dos dutos, correm por cima das tubulações na tentativa de encontrarem a nascente, ou então um possível local por onde essas águas pudessem ser alcançadas.

1. A CORÇA NÃO ACEITA O CONFINAMENTO

Continuamente, todos os dias. Não se permitindo acomodar e fugindo do confinamento.

E nós? Estamos desesperados por Deus? Temos sede de sua presença? Temos corrido, buscado e nos desesperado por mais dEle em nossas vidas? Temos buscado na fonte certa, diariamente? Ou temos nos contentado com a mediocridade do nosso "confinamento"?

Cada um de nós pode ter seu próprio “confinamento”. Coisas que nos prendem e nos impedem de sair em busca da água fresca que tanto precisamos. Podem ser pessoas, situações ou até mesmo “pequenos reinos” que construímos para nós mesmos (“meu emprego”, “meu ministério”, “meu evento”, etc).

Em outra situação a corsa suspira por água quando está fugindo de seu predador. Sua salvação se encontra na água, onde esconde suas pegadas e seu cheiro do predador. Mergulha na água e é salva.

2. A CORÇA VAI SAI E CORRER ATRÁS DE SEU OBJETIVO

Precisamos, como a corça, sair e correr. Precisamos de olfato aguçado para ir na fonte certa, que é Cristo. Afinal de contas, existem fontes sem água (II Pedro 2:17), e nuvens sem água (Judas 1:12).

3. A CORÇA TEM SEDE

A palavra de Deus diz: “quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida." (Apocalipse 22:17).

Note que nesta passagem, Davi faz uma comparação. A sede dele pelo Senhor era comparada ao anseio de uma corça pelas águas. Em se tratando de um homem “segundo o coração o de Deus”, creio que esta comparação pode servir de parâmetro para nossa própria busca. Mas enfim, como é que a corça suspira e anseia pelas águas? É com desespero. Gritando, correndo, buscando, farejando. Com sede. Com olfato privilegiado para localizar a fonte certa.

4. VOCÊ TEM SEDE DE DEUS!

· Sl 42:1,2 Como suspira a corça pelas correntes de águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus,do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? Sl 63:1 Ó Deus, tu és o meu Deus Forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti, meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.

· Como as pessoas demonstram que têm esta sede de Deus? A religiosidade é a principal demonstração.

· O jovem rico era muito religioso e praticava boas obras, porém sentiu que lhe faltava algo. Sua religiosidade não saciava sua sede espiritual e, ainda, encobria seu amor pelas riquezas – Lc 18:18-23.

5. JESUS, A FONTE DE ÁGUA VIVA!

· João 4:14 e 7:37-38 – Deus enviou Jesus para saciar a sede espiritual do homem.

· Ap 22:17 e enfatize o convite do Senhor: aquele que tem sede venha e beba de graça da água da vida!

Conclusão:

Graças a Deus pela água da vida que inundou nossas vidas. Em Jesus temos um manancial de águas onde podemos nos abastecer! Aleluia!


Rev. Alberto


JACÓ E ESAU: ELEIÇÃO E PRETERIÇÃO!

3 set
JACÓ E ESAU: ELEIÇÃO E PRETERIÇÃO! Sep 3, ’10 2:32 PM
para todos
Pastor Carmo Rosa

"Amei a Jacó, e aborreci Esaú" (Rom 9.13)
Não sou capaz de explicar os mistérios da predestinação de Deus. Não sei porque Deus escolheu certas pessoas para serem Seu povo antes dEle ter formado o mundo. O homem que pensa que compreende o propósito da predestinação de Deus demonstra que ele conhece bem pouco a esse respeito. A predestinação de Deus tem sido discutida desde os primeiros dias do cristianismo. Mas não é através de argumentação que entenderemos o profundo ensino de que Deus de fato escolheu um povo para Si.

Tentarei me ater ao ensino da Palavra de Deus. Erramos quando nos desviamos do que Deus ensina em Sua Palavra. Devemos crer no que Deus nos ensina. Não devemos acrescentar ao que Ele nos revelou em Sua Palavra. Quero explicar a grande doutrina da soberania de Deus, segundo as Escrituras. Posso fazer isso somente pela ajuda do Espírito Santo. Vou dizer-lhes o que a Bíblia ensina a respeito do fato de que Deus escolheu alguns para serem salvos e que Ele deixou outros para enfrentarem a punição de seus pecados. Encontramos este fato em nosso texto: "Amei Jacó, e aborreci Esaú".

Este é um texto assustador. Muitos não gostam da palavra "aborrecer" ou "odiar". Tais pessoas dizem que o significado desta palavra é "amar com menos intensidade". A Bíblia usa a palavra "odiei". Eu também usarei essa palavra. Deus amava Jacó. Deus não amava Esaú. Deus abençoou Jacó. Ele não abençoou Esaú da mesma maneira. Deus escolheu Jacó e não escolheu Esaú. A misericórdia de Deus estava em Jacó. Deus permitiu que Esaú prosseguisse em seu caminho pecaminoso, e isso mostra que o texto "odiei Esaú" é verdadeiro.

Outras pessoas que não gostam deste texto dizem que ele não se refere a Jacó e Esaú. Essas pessoas, numa tentativa tola de se livrarem da dificuldade do texto, tentam dizer que o texto se refere aos filhos de Jacó e o povo de Esaú, aos filhos de Israel e aos filhos de Edom. A própria Bíblia mostra que isso não é correto. Romanos, capítulo 9, versículo 11-12 dizem: "Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme… o maior servirá o menor". Este versículo refere-se a Jacó e Esaú. Ele não refere às nações de Israel e Edom. O texto significa justamente o que diz: "Amei Jacó, e odiei Esaú". Não devemos tentar alterar a Palavra de Deus. Devemos aceitá-la como ele é e pedir a Deus que nos dê graça para entendê-la. Não podemos reduzir a verdade de Deus até nosso fraco entendimento. Devemos pedir a Deus que nos ajude a nos elevar mais e mais em nosso entendimento da verdade divina.

Primeiro, vou tentar provar a vocês que nosso texto quer dizer exatamente o que está escrito. Em seguida, tentarei responder à pergunta: "O que levou Deus a amar Jacó e a odiar Esaú"?

1O ensinamento é que Deus elegeu a alguns e não elegeu a outros. As pessoas não gostam desta doutrina da eleição. Acaso não é um fato que Deus tem elegido a alguns? Perguntem a alguém que não goste desta doutrina porque um homem é convertido e outro não é convertido. Ele responderá que o Espírito Santo estava operando no coração do homem que se converteu. Portanto, até o homem que diz não gostar da doutrina da eleição admite que Deus trata certos homens de maneira diferente do que Ele trata com os outros. É um fato que as pessoas são diferentes porque Deus as fez diferentes. Deus trata as pessoas de formas diferentes na vida diária. Ele faz um homem rico e outro pobre. Ele faz um homem inteligente e o outro incapaz de ler um livro. Eleição também é um fato. Em matéria de religião, Deus dá a um homem mais do que a outro. Ele dá a um a oportunidade de ouvir a Sua Palavra. A outro homem, Ele não dá essa oportunidade. Deus deu-me pais que me ensinaram sobre a Sua Pessoa. Muitas pessoas não têm pais que as ensinem a respeito de Deus. Quando fiquei adulto, Deus me colocou em situação onde fui guardado do pecado. Outras pessoas são colocadas em locais onde existe muita tentação e elas pecam. Alguns ouvem a Palavra de Deus pregada poderosamente. Outros nem sequer ouvem a Palavra de Deus.

(i). Podemos ir mais longe ainda. Dois homens podem ouvir o evangelho. Deus opera no coração de um deles porém não opera no coração do outro. As pessoas que não crêem no evangelho quando o ouvem não têm desculpa. No entanto, Deus opera tão poderosamente nos corações de alguns que eles não podem resistir. Essas pessoas prostram-se aos pés de Deus e O chamam seu Salvador e Senhor. Elas crêem e são salvas pela graça de Deus. Entretanto, Deus é justo quando condena os homens incrédulos. É pecado rejeitar o evangelho de Deus. Estas coisas são fatos. temos que crer nos fatos. Uma verdade que não pode ser contestada deve ser acreditada. E o fato incontestável é que Deus trata diferencialmente a uns do que a outros. Não preciso pedir desculpas por Deus. Deus explicará Sua própria verdade e Seus caminhos. Mesmo se não gostarem do fato, é verdade inalterável que Deus amou Jacó e que não amou Esaú da mesma maneira.

(ii). Sugiro que leiam na Bíblia sobre a vida de Jacó. Vocês verão que Deus manifestou Seu amor por Jacó desde que deixou a casa do seu pai até o fim da sua vida. Jacó não tinha viajado muito longe após ter deixado sua casa quando começou a se sentir cansado. Ele deitou-se ao relento, repousando sua cabeça sobre uma pedra. Dormiu. Deus apareceu a ele em sonho enquanto dormia. Jacó viu uma escada. A parte inferior da escada estava apoiada na terra e o topo alcançava o céu. Anjos desciam e subiam pela escada. Jacó acordou e seguiu viagem até seu tio Labão. Labão tentou trapacear Jacó. Mas Deus estava com Jacó e não permitiu que Labão lhe fizesse mal. Deus fez com que Jacó ficasse rico enquanto que Labão tentou mantê-lo pobre. Deus disse a Labão em sonho que ele não tratasse Jacó injustamente. Ainda mais tarde, dois dos filhos de Jacó cometeram assassinato em Siquem. Jacó ficou com medo que o povo de Siquem tentasse matá-lo. "Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal" (1 Cron 16.22). Portanto o povo de Siquem não tivera permissão de matar Jacó.

Quando houve uma fome na nação e não havia mais comida, Deus enviou José, filho de Jacó, ao Egito. José foi capacitado a prover trigo ao seu pai e seus irmãos. Eles não morreram de fome. O fim da vida de Jacó foi feliz. "Ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra" (Gên 45.28). Jacó já tinha perdido as esperanças de ver José. Lágrimas rolaram pelo seu velho rosto, quando ele abraçou José. E a Jacó foi concedido ver o Faraó, o poderoso rei do Egito. A Bíblia diz: "E Jacó abençoou a Faraó" (Gên 47.10). No final, Jacó morreu com toda sua família ao seu redor. Poderíamos duvidar que Deus amou Jacó?

Há ainda o fato de que Deus também não amou Esaú. Deus permitiu que Esaú se tornasse o pai de príncipes, contudo Ele não abençoou seus descendentes. Edom pereceu e nenhum descente de Esaú pode ser encontrado. O povo de Esaú, os edomitas, tornaram-se escravos do Egito. Os reis de Edom foram obrigados a dar lã a Salomão e aos reis de Israel que o sucederam. Finalmente, o nome de Esaú desapareceu dos livros de história. Isto prova mais uma vez que Deus de fato amou Jacó e que Ele não amou Esaú.

2. Tentarei responder a questão: "Porque Deus amou Jacó e odiou Esaú?" É melhor para nós analisarmos uma coisa de cada vez. Primeiro lhes direi porque Deus amou Jacó. Depois direi porque odiou Esaú. Muitos não entendem esta questão. Isto é porque essas pessoas tentam usar a mesma razão tanto para os eleitos como para os não eleitos. Não é possível usarmos o mesmo motivo para as duas coisas. Tomarei uma por vez. Iremos à Palavra de Deus para nos ensinar; assim não estaremos caindo em erro.

(i). Por que Deus amou Jacó? Vou à Palavra de Deus para responder a pergunta. Não foi porque havia algo de bom em Jacó que Deus o amou. A Bíblia nos diz em Romanos 9.11 que a razão de Deus ter amado Jacó foi a Sua graça soberana. Jacó não tinha nada em si que fizesse com que Deus o amasse. Havia de tudo em Jacó que poderia fazer com que Deus o odiasse tanto quanto Ele odiou Esaú. Foi a graça infinita de Deus que O fez escolher e amar Jacó. Examinemos que tipo de homem que era Jacó. Seu caráter não era bom. Estava sempre tentando ganhar vantagem numa barganha. Até em Betel, onde Deus o abençoou, Jacó barganhou. Vocês certamente se lembram o que aconteceu em Betel. Jacó deitou-se para dormir e teve uma visão de anjos subindo e descendo uma escada entre o céu e a terra. Quando acordou, ele disse: "Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia" (Gên 28.16). Jacó teve e exclamou: "Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e este é a porta dos céus" (Gên 28.17). Deus lhe falou: "Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente" (Gên 28.13). Nada falou sobre o que Jacó havia de fazer. Deus disse: "E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra…" (Gên 28.15). Deus falou face a face com Jacó. Contudo, mesmo após esta maravilhosa experiência, Jacó tentou fazer barganha com Deus. Jacó disse: "Se Deus for comigo e me guardar nesta viagem que faço e me der pão para comer… o Senhor será o meu Deus" (Gên 28.20,21). Como pode um homem que teve tal visão e recebeu tais promessas querer barganhar com Deus? Será que Jacó estava com medo de que Deus não mantivesse Sua promessa?

(ii). A vida de Jacó com Labão foi muito infeliz. Tanto Jacó como Labão eram geniosos. Ao invés de confiar em Deus, Jacó usou de meios astuciosos para enriquecer-se. Nós nos sentimos incomodados quando lemos sobre a maneira que Jacó viveu e as coisas que ele fez. Então surge a mudança na vida de Jacó. Está escrito que ele lutou com Deus. Na realidade as Escrituras dizem que Deus lutou com Jacó. Jacó tinha deixado Labão e estava a caminho de casa. Ele temia encontrar seu irmão Esaú. Jacó devia ir na frente de sua família e encontrar seu irmão corajosamente, confiando que Deus o guardaria a salvo. Em vez disso, ele foi um covarde, e enviou outro na frente, para levar presentes a Esaú que estava vindo ao seu encontro. Ele em seguida enviou sua família na frente e ficou na retaguarda. Esaú era o irmão mais velho de Jacó. Deus havia dito: "O mais velho servirá o mais novo". Entretanto Jacó não deu crédito a essa promessa. À noite, Jacó foi ao ribeiro de Jaboque. Foi lá que Deus lutou com Jacó. "E Jacó porém ficou só; lutou com ele um varão, até que a alva subia" (Gên 32.24). Deus lutou corporalmente com Jacó para mostrar-lhe o quão pecador e enganador ele era. Jacó era tão forte que ele não pode ser derrotado até que o anjo lhe tocou e ele ficou manco. Jacó sentiu então sua fraqueza; ele estava manco. Ele disse: "Não te deixarei ir, se me não abençoares" (Gn 32.26). Deus mostrara a Jacó que ele não tinha força própria. Jacó era agora um homem humilde. Deus o abençoou. Por isso Deus agora chamou-lhe de "Israel", que quer dizer "um príncipe de Deus". Mesmo após esta experiência havia muita incredulidade na vida de Jacó. Devemos olhar em nossas próprias vidas e perguntar a nós mesmos se somos melhores do que Jacó. Se somos duros com Jacó, devemos ser duros com nós mesmos. Jacó estava sempre querendo viver por vista, não confiando nas promessas de Deus. Somos nós como Jacó?

Se estou certo a respeito do tipo de pessoa que Jacó foi, não havia nada nele que fizesse com que Deus o amasse. A graça de Deus é a única razão porque Deus amou Jacó. "Deus compadece-se de quem quer" (Rm 9.18). A única razão pela qual podemos ser salvos é somente através da graça soberana de Deus. Deus é misericordioso e Sua vontade é toda-poderosa; portanto podemos ter esperança de salvação. Este ensinamento se encontra no relato sobre Jacó e em muitas outras passagens da Palavra de Deus. Segure firme este ensinamento e nunca o deixe escapar.

3. A próxima inquirição é: "Por que Deus odiou Esaú?" Esta é uma questão bem diferente da primeira. É necessário uma resposta bem diferente. Por que Deus odeia alguém? Todo homem merece ser odiado por Deus. Há pessoas que dizem que foi por causa da Sua soberania que Deus odiou Esaú. Não penso ser essa a resposta correta. Não penso que Deus criou o homem com a intenção de condená-lo. Não posso crer que isso seja verdade sobre o Deus cujas misericórdias duram para sempre. Se Deus trata severamente qualquer homem é porque este homem merece tal tratamento. Não haverá nenhuma alma no inferno que poderá dizer a Deus que Ele a tratou mais severamente do que merecia. Toda alma perdida irá culpar-se a is mesma. Ela saberá que foram suas próprias obras malignas que a levaram ao inferno. É caso de justiça, se Deus tiver de condenar um homem.

(i). Observemos que tipo de homem era Esaú. Algumas pessoas perguntam se Esaú mereceu ser rejeitado. Sim, mereceu. O caráter de Esaú prova que ele mereceu a rejeição. Esaú perdeu seu direito de primogenitura. Ele vendeu por um guisado de lentilhas. Esaú não irá culpar Deus pela perda de sua primogenitura. Ele fez uma barganha com Jacó. Esaú vendeu sua primogenitura por espontânea vontade. Escolheu assim fazer. Ninguém o influenciou. Era também o desejo de Deus que Jacó tivesse a primogenitura. Mas se dissermos que Deus o influenciou, estamos dizendo que Ele fez com que Esaú pecasse. Nunca podemos dizer que Deus faz com que um homem peque. Todo o homem que perde o céu, como Esaú perdeu a primogenitura, abondonou de livre vontade. Deus não recusa dar vida eterna ao homem. Pelo contrário, o homem não vai a Deus para que receba a vida eterna. O homem permanece pecador porque ele gosta mais do pecado do que das coisas de Deus. A culpa está com o homem e não com Deus. Você, amigo, é escravo do pecado, porém isso é porque não quer ficar livre do pecado que está gozando. Você nunca vai querer ficar livre do pecado até que Deus opere em seu coração. Quando Deus opera de fato em seu coração, então vai querer ser livre do pecado.

(ii). Alguém pode dizer: "Esaú se arrependeu". Sim, de fato. Mas com que tipo de arrependimento? Todo homem que verdadeiramente se arrepende e crê será salvo. Quando Esaú descobriu que tinha perdido a primogenitura, ele quis tê-la de volta. Ele pediu com lágrimas por sua primogenitura, todavia não a obteve de volta. Pensou que pudesse conseguí-la de volta de seu pai, ao preparar-lhe uma refeição. Pecadores dizem que, tendo perdido o céu devido à iniqüidade própria, eles podem ganhá-lo novamente ficando pesarosos dos seus pecados e vivendo uma vida melhor. Mas Esaú não tinha como conseguir sua primogenitura de volta do seu pai, não importa o que fizesse. Pecadores não podem comprar seus passe para o céu simplesmente desistindo de seus pecados. Eles só podem alcançar o céu mediante a livre graça de Deus.

Esaú não se arrependeu verdadeiramente. Ao saber que seu pai não daria de volta sua primogenitura, prometeu que quando seu pai morresse ele iria matar seu irmão Jacó. Assim ele teria sua primogenitura de volta. Esse não é o tipo de arrependimento que vem do Espírito Santo. Não obstante, muitos homens são assim. Eles dizem que sentem muito pelos seus pecados só porque seus pecados os fazem muito infelizes. Não se arrependeram verdadeiramente. Farão as mesmas coisas de novo! Este tipo de arrependimento deixa-os em seus pecados e agrava ainda mais a culpa que sentiam antes.

Reitero: Esaú não se arrependeu verdadeiramente. Não seria verdade, então, dizer que ele mereceu perder sua primogenitura? Não seria verdade que Esaú mereceu a ira de Deus? Nosso texto é extraído de Romanos, capítulo 9. No versículo 22 lemos "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou" (Rm 9.22,23). Esta passagem não diz coisa alguma sobre Deus destinar homens à destruição. Os homens se preparam a si mesmos para a destruição. Deus nada tem a ver com isso. Quando os homens são salvos, é Deus que os destina à salvação. Toda a glória pela salvação de qualquer homem pertence a Deus. Toda a culpa pela condenação de qualquer homem pertence àquele homem.

No último grande dia todo mundo virá até Jesus para ser julgado. Os justos irão para o lado direito. Jesus dirá a eles: "Vinde, benditos, de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mat 25.34). Para as pessoas à Sua esquerda, Jesus dirá: "… apartai-vos de mim, malditos" – Ele não dirá: "Vocês que são amaldiçoados pelo meu pai" – "para o fogo eterno, preparado (não para vocês, e sim) para o diabo e seus anjos" (Mat 25.41). A salvação é inteiramente de Deus. "Vinde, benditos de meu Pai". A eleição está embutida nessas expressões; livre graça está ai em toda sua extensão.

Porventura respondi a essas duas questões honestamente? Tentei dar razão bíblica para o procedimento de Deus com os homens. Deus salva os homens através de Sua graça; se os homens perecem é por sua própria falta. Estas são duas coisas diferentes.

(iii). Alguém me pergunta: como é que eu reconcilio estas doutrinas? Não tento reconciliar amigos. Estas duas doutrinas são amigas. Ambas são encontradas na Palavra de Deus. Estas verdade não são inimigas. Elas não precisam ser reconciliadas. Concordo que há coisas na Palavra de Deus que são difíceis de se entender. Até mesmo se eu não posso compreendê-las, ainda tenho que crer nas coisas escritas na Palavra de Deus. Não é questão de ter fé mais do que entendimento. Deus não Se contradiz, embora Ele ame a alguns e outros não.

Pecadores, se vocês perecerem, a culpa estará sobre suas cabeças. Suas consciências dizem isso. A Palavra de Deus confirma esta verdade. Vocês se destroem a si mesmos porque rejeitam Cristo. Se são salvos não é por causa de suas boas obras. Vocês só podem ser salvos pela livre e soberana graça de Deus. O evangelho que é pregado a vocês é este: "… Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16.31).

Que graça seja dada a você, meu amigo, para obedecer este mandamento. Que você creia em Cristo, que veio ao mundo para salvar pecadores. Quem pode contar as glórias e as vitórias da livre graça de Deus? A graça disponível traz o esperto Jacó à glória. Esta graça leva muitos pecadores miseráveis e desobediente aos céus. Que Deus faça com que esta doutrina se torne realidade na sua vida. Peça ao Espírito Santo de Deus que o ensine.


MENSAGENS PREGADAS NA IBN

28 jun

ONDE
VOCÊ ESTÁ? ONDE ESTÁ SEU IRMÃO?

“Disse Caim a Abel seu irmão: vamos ao campo. Estando
eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.
Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: não sei; acaso
sou tutor de meu irmão?”

(Gn. 4.8-9)

INTRODUÇÃO

Tem cura para o coração de Caim? Será
que se Caim tivesse feito as escolhas certas seguindo os conselhos de Deus
teria sido curado e liberto, e nos será que ainda temos características do
coração de Caim em nosso coração e em nossos comportamentos.

Temos muitos anseios e sonhos,
queremos frutificar na obra, sermos bem sucedidos na família, prosperarmos
financeiramente, sermos curados de enfermidades, mas é preciso identificar
atitudes de Caim em nossa vida, para não interrompermos a boa obra que Deus começou
em nossa vida e Ele o nosso Poderoso Deus ira completá-la.

1. Características
do coração de Caim

“Porque a mensagem que ouviste desde o princípio é esta:
que nos amemos uns aos outros, não segundo Caim, que era do maligno e
assassinou a seu irmão, e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más,
e as de seu irmão, justas”

(IJoão 3. 11-16)

a.                 
Mesquinho para com
Deus. (Gn. 4.3-5);

b.                 
Invejas dos outros que
fazem melhor;

c.                 
Impulsionado pelo
espírito de competição;

d.                 
Odeia o seu irmão;

e.                 
Vive debaixo de
maldição: Planta e não colhe (Gn. 4.12), Resiste a pedir Perdão.

f.                   
Magoado com Deus
(Coração Ingrato);

g.                 
Ele não acredita na
mudança de sua vida (Transformação), Deus queria que Caim se arrependesse;

h.                 
Sem direção – vagando
– Terra de Node;

i.                   
Muito ativismo, não
gerou filhos e filhas – Esterilidade, até gera filhos, mas gera filhos
problemáticos.

2. As
causas do coração de Caim

·                    
Onde está o seu irmão?

·                    
Problema na identidade
de Caim;

·                    
A causa do coração de
Caim é de identidade, não recebeu a palavra que o libertava do Pecado (tomar
posse da nova Identidade em Cristo).
 “Conhecereis a verdade
e a verdade vos libertará”
 (Jo. 8.32).

3. A cura
para o coração de Caim.

·                    
Onde você está? (Gn.
3.9) Deus pergunta para Adão.

·                    
Quando você sabe onde
você está, você cuida bem do seu irmão; Estamos assentados com Cristo nos
lugares celestiais para triunfarmos sobre as obras do Diabo.

·                    
Vive o amor ágape
(ICo. 13) (ICO. 6.17); O Amor tudo sofre, tudo pode e tudo suporta.

·                    
Identidade de Líderes;
Marcos 16.17
 “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome
expelirão demônios, falarão novas línguas, pegarão em serpentes; e se, alguma
coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os
enfermos, eles ficarão curados”
.

·                    
Completos em Cristo
(Obedecendo ao IDE Mateus 28.18-20);

·                    
Um coração disposto a
levar e ensinar outros o caminho de Cristo;

·                    
Estamos abertos para o
discipulado e para sermos discipuladores e estarmos sendo discipulado;

CONCLUSÃO

Propositalmente devemos combater o espírito de Caim, mas
termos um coração disposto a Servir, amar nossa família e nossos irmãos,
frutificando na obra de Deus.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa
obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus”
 (Fl. 1.6).

 

Ministração do Pastor Abe Huber na III Conferencia do MDA
– Fortaleza – CE.

Pr. Adolfo César Batista da Silva

Co-Pastor da IBN Semear

PORÇÃO DOBRADA DO ESPÍRITO

22 jun

UNÇÃO DOBRADA DO ESPIRITO – I Reis 19.15-16 e II Reis 2.9,10

I – CADA CRENTE UM MINISTRO

  • O que é a Crente sendo um ministro?
  • É cada um de nos discipulando e sendo discipulado por alguém “Ide…, pois estou convosco”.
  • Discipulado é um “recrutamento” e não uma sugestão. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura, ensinando a guardar o que tenho dito”.
  • Jesus não tem mais nenhuma palavra para nós até as suas ordens serem executadas.
  • Jesus não disse: “Testemunhe!” – Mais sim: “Sedes testemunhas!” foi uma palavra criativa.
  • A unção do Espírito só vem com a obediência. A unção e o ministério andam de mãos dadas.

II – ELIAS TINHA UMA TAREFA

  • Três homens tinham de ser ungidos – Hazael, Jeú e Eliseu.
  • Elias só fez dois terços da ordem de Deus. Ele não ungiu Hazael e Jeú.
  • Quando o seu manto repousou sobre Eliseu, Eliseu recebeu uma “porção dupla” do espírito de Elias.
  • O mesmo Espírito que tinha ungido Elias ungiu também Eliseu para dar continuidade a missão.
  • Depois Eliseu um ungiu Hazael e Jeú.

III – PORÇÃO DOBRADA é UNÇÃO E HONRA

  • Eliseu Pediu: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (II Reis 2.9b).
  • A comissão de Elias, com o poder de Elias, transmitido a Eliseu.
  • Uma transferência dupla ocorreu do profeta que estava partindo para o profeta que ia ficar.
  • Eliseu recebeu o revestimento de Elias, mas essa unção era para cumprir a tarefa de Elias.
  • Não foi um pedido para fazer duas vezes mais do que Elias tivera ou fizera, mas uma solicitação para que fosse o herdeiro reconhecido de Elias no ministério profético.
  • Elias fez transferência de vida para Elizeu!
  • Elias ministrou Unção e honra a Elizeu!
  • Elizeu honrou e ministrou a unção de transferência.

IV – A UNÇÃO E A HONRA

  • unção do Espírito Santo e a honra é a Porção dobrada do Espírito sobre nós.
  • Isso é um princípio Divino.
  • Devemos honrar a unção que está sobre os nossos lideres.
  • Muitos Crentes querem a unção mas não querem honrar.
  • Primeira unção – Testemunho de vida no Espírito Santo.
  • Segunda Unção – Unção de honrar no serviço para no Reino de Deus.
  • A Primeira – implica em vida.
  • A Segunda – implica em serviço.
  • Deus tem chamado homens que queiram a porção dobrada do Espírito.
  • Elias disse: Dura coisa me pede.
  • É porque essa obra é transferível somente pra aqueles que querem recebê-la como de Deus.
  • Receber unção de seu líder é receber o poder de Deus.
  • Honrar seu líder é receber dupla unção sobre sua vida.
PR. ALBERTO MACIEL CARNEIRO

O GRANDE DESFIO (Pr. Alberto Maciel Carneiro)

22 jun

O GRANDE DESAFIO

O GRANDE DESAFIO (1 REIS 18.1-40)

Introdução

Na primeira parte de 1 Reis 18, achamos Elias recebendo a ordem divina de se apresentar a Acabe para dizer-lhe que a seca estava a ponto de terminar, depois de três anos.

A ordem de Deus não parece notável até que lemos, no verso 4, que Jezabel, a esposa de Acabe, estava exterminando os profetas do Senhor. Além disso, descobrimos a conversa de Elias com Obadias, o fiel e guardião da casa de Acabe (1 Reis 18.4-14).

Naquela época, podemos dizer que Acabe tinha publicado um decreto tornando Elias o procurado número 1. Obadias temia que, mencionando o nome de Elias diante do rei, fosse levado à morte. Porém, apesar do perigo, Elias estava resoluto: apareceria diante de Acabe.

Quando finalmente conseguiu sua audiência com o rei, acusou-o de conduzir os israelitas para longe de Deus e desafiou-lhe a trazer seus líderes religiosos (os profetas de Baal e de Aserá) e todo o povo de Israel para encontrá-lo no Monte Carmelo. Após três anos de julgamento, o Senhor mostrou-lhes quem realmente é o único Deus verdadeiro.

Temos aqui quatro encontros neste grande dia de Israel:

1. Obadias encontra-se com Elias (v. 1-6)

2. Elias encontra-se como rei Acabe (v. 17-19)

3. Elias encontra-se como o povo de Israel (v. 21-30)

4. Os profetas de Baal encontram-se com o Deus de Israel (v. 20-40)

1. A coragem de Elias

Não deve ter sido fácil para Elias ter a coragem necessária para confrontar Acabe, um rei poderoso que tentava matá-lo. Porém, para desafiar o rei e o país inteiro para uma competição, a fim de provar quem era o Deus verdadeiro, ele necessitava de algo mais que apenas coragem.

Necessitou de uma fé completa e total em Deus. Com uma provocação desse porte, era altamente improvável que Elias descesse vivo do Monte Carmelo caso o desafio falhasse.

Nós sabemos que Acabe e Jezabel queriam exterminá-lo, e se sua idéia tivesse falhado, ele teria realmente sido morto! Elias teve que confiar que Deus não o abandonaria nesse momento e não foi desapontado. 
O Deus de Elias – um Deus fiel, poderoso, presente – ainda demonstra seu poder em nossa vida, e não deveríamos ter medo de confiar em seu poder se agimos conforme sua vontade para cada um de nós.

Se nós confiarmos nele, descobriremos, como Elias, que aquele que confia em Deus nunca será desapontado.

2. Restaurou o altar que estava em ruínas – Ensinando o caminho da vitória e da confiança

No verso 30, vemos que, depois de um dia inteiro observando a dança e a gritaria dos profetas de Baal ao redor do altar, Elias conclamou a todo o povo e disse que consertaria o altar do Senhor, outrora abandonado.

Num gesto carregado de simbolismo, ele tomou 12 pedras – uma para cada tribo de Israel (inclusive Judá que, a esta altura da história, era um reino separado) – e colocou-as ao redor do altar.

Então, Elias fez algo curioso: cavou uma vala ao redor do altar recentemente preparado.

Esta não era uma prática normal de adoração, e certamente as pessoas devem ter desejado saber o por quê daquela vala. Depois de colocar o touro no altar, Elias pediu, dentre outras coisas, água. Depois de 3 anos de seca, isso poderia ser um artigo precioso!

Certamente, as pessoas sedentas teriam almejado a água contida nos jarros. Depois de adquirir um jarro cheio, o profeta esvaziou-o, molhando a oferta e o altar. Esse processo repetiu-se por três vezes, a ponto de a vala encher-se. Assim que o oferecimento estava preparado, Elias parou e orou. Nos versos 36-37, descobrimos seu coração.

O propósito inteiro desse desafio era tentar trazer o povo de Israel de volta para Deus. O profeta orou em humildade e demonstrou total dependência de Deus.

A resposta do Senhor foi imediata: o fogo de Deus caiu do céu, e não só consumiu o touro, mas a água na vala e o altar de pedras também.

Naquela hora, foi decidida a competição, e as pessoas voltaram-se a Deus e disseram: “Só o Senhor é Deus; só o Senhor é Deus!”. Deus tinha usado a coragem de Elias para se levantar diante de um rei assassino e trazer seu povo de volta.


3. O dia “d”

Quando o dia do desafio chegou, Elias acusou o povo de Israel de idolatria e de falta de compromisso com Deus. É interessante que os israelitas não fizeram coisa alguma para responder a acusação! (verso 21).

Depois do silêncio, Elias desafiou: se Baal é poderoso e digno de adoração, então, certamente seus 450 profetas poderiam lhe pedir que respondesse a um sacrifício com fogo. Ele faria o mesmo oferecimento a Deus: um touro no altar, cortado em pedaços. Todas as pessoas presentes concordaram com as condições do desafio.

Elias permitiu que os profetas de Baal ofertassem primeiro, e deu-lhes uma manhã inteira para obterem uma resposta de Baal. Durante várias horas, eles dançaram ao redor do altar construído (talvez o quadro mais descritivo de idolatria, na Bíblia inteira!), sem receberem qualquer resposta.

Ao meio-dia, Elias começou a escarnecer dos profetas de Baal e, por causa disso, eles resolveram adotar medidas mais drásticas para tentarem obter uma resposta do “deus” deles; incluindo se cortarem. Quando chegou o momento de outro sacrifício, Elias começou a trabalhar.

Conclusão

Esta é uma história inesquecível que nos deixa quatro lições eternas.

1. Quando temos certeza de estarmos dentro da vontade de Deus, somos invencíveis.

Nada nos deixa mais temerosos e inseguros do que não ter certeza de estar dentro da vontade de Deus. Por outro lado, não há nada mais encorajador do que saber que estamos dentro dela. Assim, não importa quais sejam as circunstância, pois poderemos resistir.

2. Obediência dividida é tão errada quanto a idolatria declarada.

“Até quando coxeareis entre dois pensamentos?”, perguntou Elias ao povo de Israel. A coisa mais fácil a fazer quando somos oprimidos ou superados em número é permanecer naquele estado medíocre de não comprometimento. Era esse lugar que vivia o povo de Israel; Elias, porém, nunca habitou ali. O profeta lhes disse: “Não é possível continuar neste estado de obediência dividida por mais tempo”.

Elias pediu que o povo saísse de cima do muro da indecisão.

Como você é a mesma coisa: ou você é a favor de Deus ou é contra ele.

3. Nossa ferramenta mais eficiente é a oração da fé.

Quando a coisa chegou no ponto do “preto no branco”, ou seja, quando Baal falhou e Deus estava prestes a fazer sua obra, o único instrumento que Elias usou foi a oração.

Howard Taylor escreveu certa vez sobre a disciplina que seu pai tinha no que se refere à oração.

“Durante quarenta anos o sol nunca se pôs na China sem que deixasse de ver meu pai (Hudson Taylor) em oração”.

4. Nunca subestime o poder de uma vida totalmente dedicada.

Todo aquele episódio gira em torno de uma vida dedicada: a vida de Elias.

Ele era apenas um homem, cercado e suplantado em número por:

· um rei ímpio,

· a ímpia e poderosa esposa do rei,

· 850 profetas e sacerdotes pagãos e

· um incontável número de israelitas descrentes.

· E todos eles foram silenciados e intimidados por aquele único homem dedicado a Deus.

ELIAS O PROFETA

23 maio

ESTÁGIO NO CENTRO TREINAMENTO EM SAREPTA

PARTE 3 – SEGUNDO ESTÁGIO DO CENTRO TREINAMENTO EM SAREPTA – ARRESSUREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA (1 Reis 17.17-24)


Introdução

Este é o primeiro caso de ressurreição registrado nas Escrituras. As evidências parecem apenas desmaio ou entrou em transe temporário. A criança parou de respirar. E seu espírito deixou o corpo.

De acordo com Tiago 2.26, quando o espírito deixa o corpo, a pessoa está morta. A grande aflição tanto da mãe quanto do profeta dá a entender que o menino morreu referindo-se ao ocorrido.

A Bíblia não relata que tipo de doença levou o filho da viúva a óbito. Quando isso aconteceu sua mãe olhou em volta para encontrar alguém em quem colocar a culpa. Uma reação natural. É da natureza humana querer culpar alguém pelas coisas ruins que acontecem na vida. Isso é muito freqüente quando uma morte repentina leva de nós um ente querido. Às vezes chegamos a culpar aquele que fez o máximo para ajudar.

Diante desse episódio vamos observar as atitudes, tanto da viúva como do profeta para podermos extrair ensinamentos importantes pra nossas vidas.

1. Atitudes da Viúva na morte do filho

A mulher culpa Elias pela pior coisa que poderia ter acontecido em sua vida: a morte de seu filho querido.

A reação da mãe foi sentir-se culpada por causa de seus pecados no passado.

Ela acreditava que a morte do filho era a maneira de Deus castigá-la por suas transgressões.

Ela entrou em desespero. Em meio ao desespero não conseguimos enxergar todos feitos do Senhor, dispensado a nós, e muito menos acreditar em um milagre de Deus.

2. Atitudes do Profeta

Primeira atitude do profeta em meio a situação é o silêncio. De algum modo ele sabe que nada do que dissesse naquele momento satisfaria aquela mãe enlutada. Ele não discute com ela. Não a repreende. Ele não tenta argumentar com ela. Não faz que ela pense em tudo o que deve a ele. Ele simplesmente diz: “dê-me o menino”.

Ele simplesmente pede que ela coloque seu fardo nos braços dele. Elias não questiona Deus. Ele não cai no buraco. Não perde o controle. Não argumenta com a mulher. Simplesmente diz, com calma: “dê-me o menino”. Chamou a responsabilidade para si.

A resposta de Elias a viúva foi levar o menino para seu quarto no andar de cima da casa, talvez no terraço, e clamar ao Senhor pela vida da criança.

O resultado desse milagre foi à confissão pública da mulher de sua fé no Deus de Israel.

3. Primeira atitude do Profeta sem Deus mandar

Até aqui Deus sempre mandou Elias fazer a seu mando.

· Deus chamou Elias para obra;

· Deus mandou Elias ir até o Rei Acabe profetizar;

· Deus mandou Elias ir para Querite;

· Deus mandou Elias ir para Sarepta;

Agora, Elias com confiança no Senhor apenas chama a responsabilidade pra cima de si. Ele sabia no Deus que cria. Está indo bem no Centro de treinamento. Lá no monte Carmelo Elias também chama para si a responsabilidade chamando o povo para chegar perto dele para restaurar o altar que estava em ruínas.

Meu amado se Deus é contigo e em meio a uma circunstância a ação é sua. Faça! E o Senhor vai cooperar com a palavra profética que sair de sua boca (Mc 16.20).

4. Ressuscitando Sonhos

Até a época de Elias não existia caso de ressurreição! Elias não poderia voltar as páginas como se fosse um advogado procurando por uma jurisprudência para dizer: “Existe um precedente nas Escrituras! Houve um caso igual ao meu. Deus fez isso naquela ocasião. Ele ainda pode fazer o mesmo”.

Elias não tinha uma instrução de como fazer ou como orar para ressurreição do menino.

Depois de Elias ter se estendido sobre a criança pela terceira vez que o Senhor a ressuscitou, uma lembrança de que nosso Salvador ressuscitou no terceiro dia.

O profeta simplesmente desceu as escadas com o garoto a seu lado e disse: “Vê, teu filho vive!”. Quando a mulher viu que seu filho estava vivo, ela não viu Elias, mas o SENHOR.

Elias queria que a mulher visse que Deus ressuscitou os Sonhos:

· De Elias como profeta de que Deus é como ele para fazer muito mais;

· Da viúva para com seu filho. Já havia perdido o marido e agora perder o filho.

· De seu filho que pode reconstruir toda uma história de vida.

Ressuscite seus Sonhos!

Declara a Escritura que o espírito da criança retornou, porque o Senhor ouviu a voz do profeta. A aflição da viúva foi transformada em alegria por causa das palavras de Elias, “Vês aí, teu filho vive” (v. 23).

Concluímos

Elias não ficou no ministério público um longo tempo. Mas o tempo que ficou provou o poder de Deus no próprio território de Baal, de modo que estava pronto a desafiar Baal no reino de Israel.

Durante esses três anos em que viveu como um homem perseguido e exilado, Elias havia aprendido muito sobre o Senhor, sobre si mesmo e sobre as necessidades das pessoas.

· Sobre Deus: Elias teve intimidade, viu a provisão e teve confiança em seu poder;

· Sobre si mesmo: acreditou em seu chamado;

· Sobre as necessidades das pessoas: somente entendendo a necessidade dos outros entendemos o reino de Deus.

O profeta Isaias teve uma experiência semelhante: viu Deus, viu seu interior e viu o pecado do povo (Is 6.1-13).

Elias no tempo de “seus treinamentos” havia aprendido a viver um dia de cada vez, confiando que Deus lhe daria o pão de cada dia.

O povo passou três anos perguntando: “Onde está o profeta Elias? Será que ele é capaz de fazer alguma coisa para aliviar os fardos que estamos carregando por causa da seca?”

O Senhor, porém, se preocupa mais como o obreiro do que com a obra e estava preparando Elias para o maior desafio de fé em todo seu ministério.

Pr. Alberto Maciel Carneiro

IBN – Semear

ELIAS O PROFETA PARTE 2

17 maio

CENTRO DE TREINAMENTO “SEREPTA”

PARTE 2 – DEUS PREPARA MAIS UM LUGAR – CENTRO DE TREINAMENTO “SEREPTA”

1 Reis 17.8-16 – “Então o Senhor disse a Elias: – apronte-se e vá até a cidade de Serepta, perto de Sidom, e fique lá. Eu mandei que uma viúva que mora ali dê comida para você. Então Elias foi para Serepta. Quando estava chegando ao portão da cidade, ele encontrou a viúva, que estava catando lenha. Elias disse a ela: – por favor, me dê um pouco de água para eu beber. Quando ela ia indo buscar a água, ele a chamou e disse: – e traga pão também, por favor. Porém ela respondeu: – juro pelo seu Deus vivo, o Senhor, que não tenho mais pão. Só tenho um punhado de farinha de trigo numa tigela e um pouco de azeite num jarro. Estou aqui catando uns dói pedaços de pau para cozinhar alguma coisa pra mim e para o meu filho. Vamos comer e depois morreremos de fome. – Não se preocupe! – disse Elias – vá preparar a sua comida. Mas primeiro faça um pãozinho com a farinha que você tem e traga-o para mim. Depois prepare o resto pra você e para o seu filho. Pois o Senhor, o Deus de Israel, diz isto: “não acabará a farinha da sua tigela,nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o Senhor, fizer cair chuva”. Então a viúva foi e fez como Elias tinha dito e todos eles tiveram comida para muitos dias.. como o Senhor havia prometido por meio de Elias, não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro.

Introdução

O significado de Sarepta no hebraico é “lugar de fundição”: uma cidade fenícia entre Tiro e Sidom.

Elias passou cerca de um ano em Querite, até que Deus lhe disse para deixar aquele local. A instrução de Deus pode ter espantado o profeta, mas o Senhor ordenou que ele viajasse na direção norte, mais de cinqüenta quilômetros até a cidade fenícia de Serepta.

Deus estava enviando Elias para um território gentio e, uma vez que Sarepta não ficava muito longe de Sidom, a cidade natal de Jezabel, o profeta estaria vivendo em território inimigo! Além disso, foi instruído a morar com uma viúva que Deus havia escolhido para cuidar dele, e as viúvas estavam entre as pessoas mais necessitadas da terra.

Uma vez que grande parte do suprimento de comida da Fenícia vinha de Israel, não haveria alimento em abundância em Serepta. Porém, quando Deus nos envia, devemos obedecer e deixar o resto ao encargo dele, pois não vivemos de acordo com explicações humanas. Mas sim pelas promessas divinas.

Depois de algum tempo, a Palavra do Senhor veio novamente ao profeta dizendo: “Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” (v.9)

Sarepta era uma pequena cidade, inexpressiva, situada numa região idólatra. Criam na direção dos astros sobre a vida dos seres humanos; não criam no mesmo Deus que Elias cria.

Agora, a Palavra do Senhor orienta o profeta a buscar alimento nesta cidade. Elias poderia discutir com Deus dado às impossibilidades de conseguir ajuda numa região como esta.

Pior: buscar ajuda na casa de uma viúva pobre? Se ao menos fosse na casa de uma família rica, mas na casa de viúva pobre?!? Loucura!!!

“O justo viverá pela fé” (Gál. 3: 11). Fé na Palavra do Senhor, mesmo que pareça estranha, absurda, loucura ao coração do homem.

Parecia loucura construir um grande barco, quando nunca havia chovido sobre a terra; parecia loucura viajar, pelo deserto, com a multidão do povo de Israel, sem fazer nenhuma provisão para isto!

1. Tratamento de Deus

Deus ordenou a Elias: “Vá se esconder!”, e, três anos depois, essa ordem mudou para: “Apresente-se!” Ao deixar seu ministério público, Elias criou outra “seca” na terra – uma ausência da Palavra do Senhor. A Palavra de Deus era, para o povo de Israel, como a chuva do céu (Dt 32.2; Is 55.10).

O silêncio do servo de Deus foi um julgamento divino (Sl 74.9), pois não ouvir a Palavra viva de Deus é o mesmo que perder a própria vida (Sl 28.1).

Veja os tratamento de Deus para o profeta:

· Viver em um local solitário – Querite.

· Ser alimentado por um pássaro imundo – o corvo era considera “imundo” e “abominável”.

· Um riacho que secou.

· Uma cidade vivendo uma miséria.

· Uma viúva pobre.

· Não tinha comida – tinha algo pior pra acontecer!

Não sei o que Deus tem reservado a você ou a mim no futuro, mas o fogo da fornalha certamente inclui experiências de humilhação para nós. Elas são uma parte necessária do plano de Deus. Para Elias, foi desejo do Senhor ter uma viúva pobre para ajudá-lo em suas necessidades.

2. As provas

Logo na chegada de Elias, encontramos dois testes:

1. Primeiramente, o teste da primeira impressão.

Nunca subestime a primeira impressão, pois ela em geral é um teste. Elias estava morrendo de sede. O riacho estava seco havia bastante tempo. Depois de sair de lá, viajou mais de uma centena de quilômetros por uma terra logo à porta da cidade de Serepta ele vê uma mulher apanhando lenha.

Elias foi a Sarepta esperando pelo menos um pouco mais de provisões do que as que tinha em Querite. No entanto, a primeira impressão dava outra idéia. Aparentemente ele teria menos. Talvez ele não viesse a morrer de sede, mas parecia que ia ter uma fome de matar.

Você já foi derrotado pela primeira impressão? Já fez planos de ir para uma nova escola ou igreja? Ou mudar de emprego? Ou ainda assumir novos desafios? Então, de repente, tudo é diferente da que você havia planejado. Mas as coisas não são apenas diferente… são piores.

Elias chegou a Serepta e não viu nada além de uma viúva procurando gravetos pra fazer uma fogueira, preparar sua última refeição e morrer de fome. Que decepção depois de uma longa e argua jornada.

2. Segundo, o teste da das impossibilidades físicas.

Elias havia passado por uma situação que, aos olhos humanos, era impossível. Mas a boa notícia é que ele olhou além das circunstâncias. Tratou do problema com fé, não com medo.

Elias disse: “não temas”, “não se preocupe” vá preparar…

Elias estava determinado a não permitir que aquela melancolia da primeira impressão o derrotasse. A viúva mantinha os olhos na impossibilidade: um punhado de farinha, um pouco de azeite, um pouco de lenha. Elias arregaçou as mangas e se concentrou somente nas possibilidades

Em resposta àquilo que Elias dissera, ela foi e fez. Isso é obediência em sua forma mais simples.

Obediência do homem e fidelidade de Deus – esta é uma combinação que faz milagres!

Se o profeta estivesse obstinado em fazer a sua vontade, ele passaria pela porta da cidade e não veria a mulher viúva apanhando lenha, pois seu propósito poderia ser procurar um hotel, restaurante, pensão, ou lanchonete na cidade.

3. Princípios nos quais vale a pena meditar

Encontramos quatro lições importante para nossas vidas:

1. A orientação de Deus é sempre surpreendente não tente analisá-la.

· Se Deus o manda para Serepta, não tente entender por quê. Apenas vá.

· Se Deus coloca você numa situação difícil e você tem paz no coração de que deve permanecer ali, não tenta analisar ou fugir. Fique firme.

2. Os primeiros dias geralmente são os mais difíceis. Não desista.

· Pode nos desanimar. Não desanime.

· O inimigo de nossas almas adora nos tirar do caminho nos desencorajar e nos tentar a desistir.

3. As promessas de Deus dependem de obediência; não deixe de fazer sua parte.

· “Elias levante e vá”. Disse Deus – Elias levantou e foi;

· “Mulher, entre e prepare a comida”. Disse Elias – E ela foi e preparou.

· Uma promessa cumprida é o resultado de nossa obediência.

4. As provisões de Deus são justas; não deixe de agradecer-lhe.

· Talvez você não tem o emprego que gostaria, mas você tem o emprego.

· Talvez não esteja na posição que sonhou, mas as provisões de Deus são suficientes… justas.

Conclusão

“Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.”(v. 15) Aquele último pedaço de pão que, na palavra da mulher, não daria nem para ela e o filho naquele dia comerem; ao ser consagrado ao Senhor, em obediência à Sua palavra, deu para ela, o filho e o profeta, “por muitos dias.”

Quando confiamos no Senhor, as bênçãos ocorrem, sempre em medida muito maior. “A farinha não se acabou na panela, nem o azeite na botija faltou, até o dia que o Senhor fez chover novamente sobre a terra.” (vs.16, 14)

Imaginemos o que teria acontecido com aquela mulher se houvesse negado pão ao profeta: sua história não faria parte do cenário bíblico e, não teria sobrevivido ao período de seca.

Deus colocou o profeta Elias no caminho da viúva de Sarepta para ser ele uma bênção à vida desta pobre mulher e seu único filho. Coitada dela se não tivesse confiado na Palavra do Senhor por intermédio de Elias!

Pr. Alberto Maciel Carneiro

IBN – Semear