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…Se pudesse eu voltaria e você?

20 fev

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Se pudesse eu voltaria e você?
Se pudéssemos, o que faríamos?
Se pudéssemos será que voltaríamos no tempo?
Se pudéssemos… o que mudaríamos? O que diríamos?
Se pudéssemos faríamos diferente? Seriamos outros?
Se… o que mudaríamos? O que falaríamos? O que seriamos?
Mas não há como voltar, não há como refazer,
Não existe retrocesso no tempo.
Ele sempre caminha para frente, sempre a favor do vento.
Sempre anuncia uma nova estação,
Sempre faz da pedra pó, e o vento… leva!
Cabelos caem, pessoas envelhecem,
Pedras viram pó, mas o tempo não para!
Covarde que és! Não destes-me outra chance.
E as palavras… estas ficam! Sempre irão ficar
Palavras são mais! Muito mais que palavras…
Palavras machucam ou encantam,
Matam ou dão vida. Dê vida, não mate!
Palavras não são apenas palavras.
Podem ser como pregos martelados em madeira
Ou acalanto suave para a alma
Se eu pudesse eu voltaria… mas não posso!
E você, pode?…
Anderson L. de Souza

http://andersonmineiro70.blogspot.com

Se pudesse eu voltaria e você? de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
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Vida e morte… será?

21 nov

Vida e morte… será?

A uma vida que não quero viver,

A uma morte que não quero morrer,

A uma vida que nela só o cheiro da morte me alumia…

A uma vida que não quero morrer, nem na morte viver…

A uma vida que só a morte é certa,

A uma vida incerta que de certa nada resta.

A uma sombra na luz, e esta que sombra me guia?

A uma vida nas sombras, morte e vida, que me espera?

A uma morte que não quero morrer,

A uma vida que não quero viver,

A uma vida que só a morte é certa…

Vidas que não quero viver, nem nesta vida morrer…

Nem nesta morte chegar,

Antes a Luz encontrar…

Luz que sei! Habita em mim.

Ou talvez não… será?…

Anderson L. de Souza

Morte e vida… será? (outra face…)

A uma vida que sei que encontrei,

A uma morte que sei, não terei!

A uma morte que na vida não virá!… Será?

A uma vida que a morte não levará

A uma morte que se perde na vida,

A uma vida que a morte não encontra,

A uma morte que era certa, mas sempre incerta.

A uma vida que era incerta, mas se fez certa.

Aquela Luz brilhou no caminho,

A luz brilhou…

A vida veio em mim viver…

A morte não virá…

Anderson L. de Souza

Volte ao mar…

25 maio

Volte ao mar…

Sou um poeta sem a letra,
Sou uma mente sem a razão.
Coração que bate impulsos,
Impulsos frios, vazios e vãos.

Amargurado por não ouvir,
Não sentir e não ver…
Min’alma segue assim,
Sem saber como perdi você.

Devaneios e ilusões, nada mais!
Lembranças mórbidas…
Coração que bate insólito,
Amargurado por não ouvir…

Alma inquieta e incansável,
Coração que bate sôfrego,
Não desistas! Volte ao mar…
Mesmo sendo sombrio e lôbrego,

Volte ao mar… Apenas isto!
Lúgubre e tétrico mar…
Mas volte… Procure,
Lá você há de encontrar.

Sou um poeta sem a letra,
Sou uma mente sem a razão.
Coração que bate impulsos,
Impulsos frios, vazios e vãos.

Mas eu sei sim eu sei…
Vou voltar ao mar…

Anderson L. de Souza

UM HOMEM CANSADO

16 jan

UM HOMEM CANSADO

 

Estou cansado… Muito cansado.
Cansado de fingir que sou o que não sou,
Cansado de ser o que sou mesmo sem querer.
É disto que estou cansado! Sou e não estou!
Estou mesmo cansado… Só cansado.
Cansado de viver sem querer,
Viver por viver? Melhor morrer!
Não! Ainda é melhor viver!
Viver diferente… A Vida, a Palavra, o Logos…
Estou e não sou, em Cristo serei diferente.
Mas queria hoje falar que estou cansado,

Só isto… Sou homem… Sou gente…

Anderson Luiz der Souza

 

Dor e Angustia

16 jan

DOR E ANGUSTIA

 


Depressão que me atormenta,
O ósculo do diabo sente-se na carne!
Roendo-me até os ossos… Quanta dor!
E eu pergunto-me, onde estás?
Ainda mais uma vez, mas não o vejo,
Não o sinto, mas insisto em crer em Ti!
Grito e clamo, mas ninguém me ouve.
Uma oração, um clamor, e nada!
Sinto-me sozinho na tribulação…
Talvez devesse apostatar…
Indo ao encontro do que não creio,
Ao menos talvez ele me ouça, talvez ele exista…
Anderson Luiz de Souza

Uma Parábola Verdadeira

16 jan

Havia um mestre muito sábio e um discípulo muito tolo. O mestre sempre tentava ensinar ao seu discípulo o seu melhor, mas o discípulo sempre e sempre ignorava os ensinamentos, persistindo em sua tolice.

Então eles se separaram, mas antes o mestre passou ao amado discípulo mais um ensinamento, em forma de parábola, e esta parábola falava de maçãs e de um agricultor de maçãs… Linda parábola, assim como todas as outras que ele contara e ensinara…

Foi então que o tolo discípulo enfim entendeu… O mestre lhe contou uma parábola sobre si mesmo… O discípulo finalmente entendeu, mesmo o mestre lhe explicando de outra maneira, mas o discípulo entendeu da forma certa, o que se comprovou com o passar dos tempos… O discípulo estava certo, o mestre tentou dar outro sentido à parábola, mas pela suas atitudes ele não conseguiu…

O discípulo estava certo. Será que não estaria o discípulo certo em outras vezes também?…

 

Nunca mais…

13 jan

Nunca mais…

Nunca mais digo que não vou errar outra vez…
Nunca mais digo: – eu não vou repetir!
Nunca mais digo que não vou magoá-la…
Nunca mais digo que não vou fazer rolar lagrimas de meus filhos,
Nunca mais, só isto… Nunca mais.
Nunca mais digo que uma amizade é eterna,
Nunca mais digo que a inimizade é pra sempre…
Nunca mais digo que não vou pedir perdão,
Nunca mais digo que não vou perdoar.
Nunca mais digo que descreio do bem,
Nunca mais digo que o mal não existe!
Nunca mais digo que descreio da existência de Deus,
Nunca mais digo que o diabo não é real.
Nunca mais digo: – eu prometo!
Nunca mais prometo o que não vou cumprir.
Nunca mais, só isto… Nunca mais…
Nunca mais digo que a teologia supera a ciência,
Nunca mais digo que a ciência explica o que hoje sou…
Nunca mais digo que sou e sim digo que estou!
Nunca mais digo: – vou vencer só pelas minhas forças!
Nunca mais, só isto… Nunca mais…
Nunca mais digo que nunca mais…
Uma atitude é muito mais do que dizer que nunca mais…
Anderson Luiz de Souza